Tem de tudo nesse blog. É que não consigo ler um texto legal e não compartilhar. Este abaixo é bem didático. O tema é polêmico e complicado, mas o autor explicou alguns pontos bem interessantes sobre a questão.
Caixa Zero
O sonegômetro
O real problema não está no imposto, e não pode ser medido pelo impostômetro. Só saberíamos o tamanho do buraco se tivéssemos um “desviômetro”
Publicado em 30/01/2010 | Rogério Waldrigues Galindo • rgalindo@gazetadopovo.com.br
Os empresários criaram há alguns anos o impostômetro, destinado a medir diariamente quanto do parco conteúdo de nossos bolsos vai parar nos cofres públicos. Os números são altos e frequentemente levam a interpretações simplistas, do tipo: “se não houvesse os impostos, tal coisa seria muito mais barata”. É verdade. Por outro lado, se não houvesse impostos não haveria estradas, polícia, escola pública ou posto de saúde. Em última análise, não haveria país.
De qualquer jeito, a crítica é válida: pagamos muitos impostos e muitas vezes não vemos o dinheiro retornar como benefício para a sociedade. A corrupção e o mau uso do dinheiro público aumentam nossa indignação com a carga tributária. (Em outros países, como a Suécia e a Dinamarca, onde há a real social-democracia, que não é a dos “sociais-democratas” daqui, a carga é muito maior. Mas o povo recebe tudo de volta em serviços e a vida, segundo o IDH, é melhor do que em qualquer outro lugar no mundo).
O real problema, portanto, não está no imposto, e não pode ser medido pelo impostômetro. Só saberíamos o tamanho do buraco se tivéssemos um “desviômetro”. Ou, também, o meu favorito, um “sonegômetro”. Pois, sim, a nossa tributação é alta. Mas, mais do que isso, é injusta. Pagamos muito porque há muita gente que paga pouco. Ou simplesmente não paga. (E nunca esqueço aqui a grita contra a CPMF. Eram só 0,38%. O Imposto de Renda chega a 27,5%. Por que exigiam o fim do tributo menor, e não o do maior? A resposta é simples. A CPMF não dava para sonegar. Por isso esta Gazeta agiu certo ao defender a contribuição em editorial.)
E neste início de ano tivemos uma bela surpresa: o sonegômetro sofreu um abalo, uma diminuição significativa. Pressionado pela Receita Federal e pela Justiça, o Itaú se tornou o primeiro banco a pagar o PIS/Cofins devido. Os bancos há muito tempo vêm tentando engazopar o cofre público. Dizem que intermediação financeira (o grosso da renda deles) não pode ser encaixado como serviço nem como venda de produtos. Portanto, não se sentiam obrigados a pagar PIS/Cofins.
Agora, o Itaú pagou. E para inteirar o que faltava teve de entregar à Receita Federal R$ 1 bilhão. Vejam bem: só um banco teve de pagar isso. Só pela fatia que não pagava de um único tributo. Espera-se que todos os outros façam o mesmo em breve. E esse dinheiro, na maior parte, irá para a seguridade social, explica Gilberto Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. “E os bancos não podem aumentar juros alegando prejuízo com esse tributo, porque já vinham tendo de provisionar (reservar) essa quantia, já que o caso estava sendo disputado na Justiça”, acrescenta.
Elio Gaspari disse que o pagamento bilionário acaba com a arrogância dos bancos. “Sem se dar conta de que presenteava a Receita com um argumento capaz de provar a arrogância dos banqueiros, num mês de 2008, um banco pagou R$ 2,65 de PIS e Cofins”, disse o comentarista. Se todos pagarem seus impostos, será possível usar o dinheiro na seguridade, que inclui saúde, assistência social e também previdência. “Não reduz o rombo da Previdência, já que a arrecadação ainda é menor que a despesa com o pagamento de benefícios”, ensina Amaral. Mas dá um tremendo alívio nas contas públicas. E talvez ajude a fazer um país mais justo, onde quem tem menos paga menos. E quem tem mais paga mais.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Energia ao quadrado
Falando em energia, continuo a rasgação de seda para Foz e seus atrativos. No fim de semana conheci três lugares que são demais!
Todos eles fazem parte do Complexo Turístico Itaipu. O primeiro é o Refúgio Biológico Bela Vista (passeio com guias, explicações e curiosidades sobre animais e plantas - muito interessante!). Então fui ao Polo Astronômico, inaugurado há pouco tempo. Uau, fiquei mais apaixonada ainda pelo céu e pela história da humanidade! Imperdível também a iluminação da barragem de Itaipu. Gente, aquilo é demais. É muito lindo! para quem visitar a Itaipu nos próximos dias possivelmente verá o vertedouro aberto!
Para saber mais detalhes sobre os atrativos de Itaipu clique here!
;)
Todos eles fazem parte do Complexo Turístico Itaipu. O primeiro é o Refúgio Biológico Bela Vista (passeio com guias, explicações e curiosidades sobre animais e plantas - muito interessante!). Então fui ao Polo Astronômico, inaugurado há pouco tempo. Uau, fiquei mais apaixonada ainda pelo céu e pela história da humanidade! Imperdível também a iluminação da barragem de Itaipu. Gente, aquilo é demais. É muito lindo! para quem visitar a Itaipu nos próximos dias possivelmente verá o vertedouro aberto!
Para saber mais detalhes sobre os atrativos de Itaipu clique here!
;)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Energia
Enquanto escrevo, leio e pesquiso nessa fase de expectativas, ainda não posso dividir com vocês minhas "teses". Enquanto isso, eu, fã de carteirinha desta terra energizada chamada Foz do Iguaçu, divido com vocês um vídeo que ilustra bem um pedacinho das belezas daqui. Já fui em um Lual das Cataratas no ano passado, e não há imagem mais linda que a do arco íris prateado. Esse lugar é lindo demais!
Clique aqui para assistir ao vídeo!
Clique aqui para assistir ao vídeo!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
É preciso preocupação
Reportagem exibida no Paraná TV de 22 de janeiro de 2010.
http://www.rpctv.com.br/cataratas/video.phtml?Video_ID=72979&Programa=bomdiaparana&tipo=&categoriaNome=
http://www.rpctv.com.br/cataratas/video.phtml?Video_ID=72979&Programa=bomdiaparana&tipo=&categoriaNome=
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ano novo, bela frase
"A educação para a cidadania passa por ajudar o aluno a não ter medo do poder do Estado, nem tampouco ambicioná-lo como forma de subordinar seus semelhantes. Esta é a cidadania crítica que almejamos.
Aquele que esqueceu suas prórpias utopias, sufocou suas paixões e perdeu a capacidade de se indignar diante da injustiça social não é um cidadão, mesmo que não seja um marginal. É apenas um NADA que a tudo nadifica".
Retirada do livro Cidadania - Uma questão para a Educação, de Nilda Teves Ferreira.
Voltei pessoal! Feliz Ano Novo!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Férias
Gente, vou dar férias pra minha cabeça. Não que escrever no blog seja uma obrigação e eu não goste de fazer isso. Nãoo! Pelo contrário, eu adoro. Não é questão de estar cansada de escrever, mas sim, balanço patrimonial cultural e organização de ideias.
Viva a energia do Natal
2010 será um ano fantástico!
até breve!
Viva a energia do Natal
2010 será um ano fantástico!
até breve!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Punição, Autoritarismo, construção do diálogo e da identidade
Dentro das escolas, o sistema de ensino, amparado pelos conceitos e práticas psicopedagógicos, já percorreu diversos campos. Passamos pelo autoritarismo, pela demonstração de força através da punição e pelo silêncio dos alunos, cujo ambiente escolar se constrói com a máxima: “aqui só professor fala e aluno escuta”. Muitas destas práticas perduram até hoje, e o que pensadores como Freire e Gutierrez (sem citar muitos) fazem é estudar as consequencias das ações dos educadores e sua influência direta no comportamento dos educandos. Tudo isso porque a educação mostra-se como a grande alternativa para a construção da formação humana baseada na ética, cultura e ação voltada às políticas sociais e igualitárias.Para tal fim, são necessárias as aplicações de o que hoje chamamos a escola ideal, onde são praticadas metodologias de ensino baseadas no diálogo, dinamismo, em um ambiente escolar saudável, onde o estudante sinta-se estimulado a frequentar. Já o educador, deve ser alguém que exercita a ação de instigar o aluno a pensar nas respostas, a desafiá-lo com perguntas, hipóteses e discussões sobre os mais variados temas, inseridos na educação formal, informal e não-formal. Ao que parece, já se sabe a fórmula, mas a aplicação desta metologia é inserida aos poucos em algumas escolas. Outras ainda nem pensam em mudar seus métodos de ensino sem antes alterar o ambiente escolar, em que há casos de falta de material, computadores, jogos, brinquedos e até professores.A realidade da educação é diferente em cada cidade. Parece que o sistema de ensino permanece inalterado. Alguns dizem que o governo não apoia e não garante recursos suficientes à valorização dos professores e do ensino, outros reclamam a falta de material e há ainda aqueles que frequentam a escola por obrigação, e não a veem como a oportunidade de melhorar. No atual panorama, discute-se principalmente o papel da escola na formação das pessoas, e cobram-se atitudes urgentes para mudar o ensino público e privado em esfera global. Pensadores e especialistas em educação afirmam que impulsionado pela Revolução Industrial e pelo desenvolvimento do estado capitalista e dos conceitos neoliberais, nosso sistema de ensino está baseado na “robotização” das atividades. Por isso, procuram-se escolas que formem cidadãos críticos, mentes pensantes, e não máquinas captadoras de conhecimento. O professor não é mais a única fonte de informação. Ele assume o papel de líder e mediador do conhecimento. A educação do presente e do futuro deve trabalhar a individualidade de cada aluno, de forma a promover a autoestima, o senso crítico e o pensamento comunitário. A educação para a cidadania se faz necessária até como aporte social, porque vivemos na era da individualidade. Desta forma, pensa-se no conjunto, e não no pessoal. Enquanto os ideais da nova escola se desenvolvem, com a aplicação de metodologias de ensino mais eficientes à formação do aluno como profissional do mercado de trabalho, a educação não-formal também pode contribuir de forma bastante intensa como um instrumento de intervenção na sociedade para reconstruir a participação social, a integridade humana e a ética. Além disso, é um meio abrangente porque é capaz de atingir a todas as faixas-etárias. Dentre os objetivos da educação não-formal estão a educação para a cidadania; contra a discriminação; para a justiça social; a democracia; a manifestação das diferenças culturais e para o exercício da cultura, dentre outros. Com a educação não-formal, pode-se trabalhar a interdisciplinaridade nos contra-turnos das atividades escolares ou em finais de semana. Leia-se atividades da educação não-formal como por exemplo oficinas de música, teatro, saraus literários, esportes, gincanas, rodas de leitura e de discussões sobre temas polêmicos, que hoje não são característicos de apenas alguns bairros mais afastados e mais pobres. Pelo contrário, já são comuns a qualquer classe social, como pobreza, DST’s, drogas, políticas sociais, sistemas de governo, etc. Outra ferramenta eficaz que já foi muito desenvolvida mas hoje está praticamente extinta, são oficinas em que os alunos aprendem a trabalhar, por meio de cursos costura, artesanato, horta, jardinagem, carpintaria, dentre outros. Esta não se torna mais uma ocupação ao aluno. Na realidade, ele integrará um quadro de pessoas que aprende desde o início a importância da valorização e do cuidado com tudo aquilo que temos contato no dia a dia: alimento, escola, trabalho, móveis, praças, livros, enfim, tudo o que proporciona às pessoas conforto, oportunidade de ensino e de trabalho. Novamente, entra a importância da ação e dedicação dos professores. Entretanto, estas ações tornam-se ainda mais eficientes se houver participação dos responsáveis pelos alunos, porque estes, em conjunto, vivenciarão as atividades e as estenderão da escola para suas casas. Hoje, em uma cidade de maior porte, por exemplo, ações de integração de bairros se tornam excelentes ferramentas para a participação popular, envolvendo os moradores tanto nas atividades da escola, da igreja, da prefeitura, em que de forma atuante, a população encontra formas de valorização daquilo que desenvolve e cria sua própria identidade cultural.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Mais uma matéria legaall!
Poxa, tive que postar outro link de uma matéria produzida pela RPC. Tiraram a semana pra fazer coisas legais. E claro, compartilho com vocês, leitores de vez em quando do blog! :D um dia eu chego lá! haha
http://portal.rpc.com.br/tv/cataratas/video.phtml?Video_ID=68749&Programa=paranatv1edicao&tipo=&categoriaNome=
http://portal.rpc.com.br/tv/cataratas/video.phtml?Video_ID=68749&Programa=paranatv1edicao&tipo=&categoriaNome=
Naipi e Tarobá
Animação da lenda que conta a história das Cataratas do Iguaçu. Muito legal!
http://portal.rpc.com.br/tv/cataratas/video.phtml?Video_ID=68542&Programa=revistarpc&tipo=&categoriaNome=
http://portal.rpc.com.br/tv/cataratas/video.phtml?Video_ID=68542&Programa=revistarpc&tipo=&categoriaNome=
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Criança, a alma do negócio
Vídeo muito interessante!
Na minha opinião, o problema não está nem tanto no consumismo, mas na fuga da realidade. Assista!
http://criancas.uol.com.br/ultnot/multi/2009/02/26/04023964D8A17326.jhtm?crianca-a-alma-do-negocio-04023964D8A17326
Na minha opinião, o problema não está nem tanto no consumismo, mas na fuga da realidade. Assista!
http://criancas.uol.com.br/ultnot/multi/2009/02/26/04023964D8A17326.jhtm?crianca-a-alma-do-negocio-04023964D8A17326
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